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No Dia Mundial do Rock, psicólogo destaca como a música pode contribuir para o equilíbrio emocional e ajudar pessoas a enfrentarem momentos difíceis da vida.

Muito além de um estilo musical, o rock pode ser um aliado da saúde mental. Estudos científicos têm demonstrado que a música é capaz de reduzir os níveis de estresse, aliviar sintomas de ansiedade, estimular áreas do cérebro ligadas ao prazer e favorecer a regulação das emoções. No Dia Mundial do Rock, celebrado em 13 de julho, o psicólogo clínico Luti Christóforo chama a atenção para o papel que a música desempenha no bem-estar emocional e na forma como muitas pessoas enfrentam os desafios da vida.

A relação entre música e saúde mental já é reconhecida pela ciência. Pesquisas mostram que ouvir música estimula a liberação de neurotransmissores como a dopamina, associada às sensações de prazer e motivação, além de contribuir para a redução do cortisol, hormônio relacionado ao estresse. Por isso, a musicoterapia vem sendo utilizada como recurso complementar em tratamentos voltados ao sofrimento psíquico e a diferentes condições neurológicas.

Para Luti Christóforo, cada pessoa estabelece uma conexão diferente com a música. Enquanto alguns encontram acolhimento, outros descobrem força, esperança ou tranquilidade. No caso dele, foi o rock que se tornou um importante instrumento de enfrentamento diante das dificuldades impostas pela vida.

Antes de atuar como psicólogo, Luti foi músico. Os palcos, os ensaios, os estúdios e as bandas fizeram parte de sua trajetória muito antes da carreira clínica. “O rock nunca foi apenas um estilo musical para mim. Ele representa liberdade, autenticidade, amizade, pertencimento e a possibilidade de transformar emoções em arte”, afirma.

Há 26 anos convivendo com a esclerose múltipla, doença neurológica crônica que provoca desafios físicos e emocionais permanentes, o psicólogo conta que a música teve papel fundamental durante todo esse processo. Segundo ele, o tratamento médico sempre foi indispensável, mas preservar aquilo que alimenta a identidade, os sonhos e a capacidade de criar também faz parte do cuidado com a saúde emocional.

“Em muitos momentos difíceis, quando o corpo parecia impor limites, cantar era uma forma de lembrar que a doença não era maior do que quem eu sou. Cada apresentação representava uma reafirmação da vida e a certeza de que ainda existia muito de mim que nenhuma doença poderia alcançar”, destaca.

Na prática clínica, Luti observa que muitas pessoas têm dificuldade para encontrar formas saudáveis de expressar sentimentos. Nesse contexto, a música surge como um importante recurso emocional. “Ela não elimina a dor, mas pode tornar o sofrimento mais suportável. Não resolve todos os conflitos, mas frequentemente nos ajuda a atravessá-los com mais recursos emocionais”, explica.

Para o psicólogo, a homenagem ao Dia Mundial do Rock vai além da celebração de um gênero musical. Ela representa um convite para que cada pessoa descubra sua própria trilha sonora, aquela capaz de fortalecer a esperança, estimular a resiliência e lembrar que, mesmo diante das adversidades, sempre é possível escrever um novo capítulo da própria história.

Serviço: Luti Christóforo
Psicólogo Clínico
(41) 99809-8887
@luti.psicologo
lutipsicologo@gmail.com
YouTube.com/@lutipsicologo

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