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Novo modelo de recolhimento de tributos deve começar em 2027 e já pressiona companhias a rever processos, tecnologia e meios de pagamento

O sistema tributário brasileiro caminha para uma de suas maiores transformações com a chegada do Split Payment, modelo que prevê a divisão automática do pagamento de uma transação entre o fornecedor e o governo no momento da liquidação. A implementação está prevista para 2027, com foco inicial nas operações entre empresas (B2B), mas o debate já coloca as companhias diante de um desafio imediato: estar tecnologicamente preparadas para operar em um ambiente de arrecadação em tempo real.

“O Split Payment muda a lógica do recolhimento de impostos no Brasil. O tributo deixa de ser apurado depois e passa a ser retido no ato da transação. Isso exige sistemas integrados, meios de pagamento preparados e inteligência tributária embarcada no processo”, afirma Paulo Zirnberger, CEO da Omnitax, empresa especializada em inteligência tributária.

O modelo prevê que uma parte do valor pago pelo comprador seja automaticamente direcionada ao Fisco, reduzindo riscos de inadimplência e evasão fiscal, além de aumentar a transparência das operações. Para o governo, o ganho está no controle e na eficiência da arrecadação. Para as empresas, o impacto é operacional, financeiro e tecnológico.

A opção por uma implementação gradual, a partir de 2027, com fase inicial voluntária, reflete a complexidade do sistema e a necessidade de preparação do mercado. “Não se trata apenas de uma mudança tributária, mas de uma transformação na infraestrutura de pagamentos e na forma como as empresas gerenciam fluxo de caixa, compliance e conciliação fiscal”, explica Zirnberger.

Nesse contexto, soluções de pagamento já adaptadas a essa nova lógica ganham relevância. É o caso da maquininha do Edan, que integra meios de pagamento a sistemas inteligentes de gestão e abre caminho para operações mais aderentes ao Split Payment. Com tecnologia capaz de dialogar com sistemas fiscais e financeiros, equipamentos desse tipo tendem a se tornar peças-chave para empresas que operam no varejo físico e em ambientes híbridos.

“O Split Payment muda completamente o papel do meio de pagamento nas empresas. A maquininha deixa de ser apenas um ponto de captura financeira e passa a ser uma engrenagem central de conformidade tributária, conciliação e controle em tempo real”, afirma Eduardo Sgobbi, CEO do Edan Finance Group.

Empresas que não se anteciparem correm o risco de enfrentar gargalos operacionais, inconsistências fiscais e perda de competitividade. “Empresas que se anteciparem à chegada do Split Payment terão uma vantagem competitiva clara. Ao investir desde já em meios de pagamento inteligentes, elas reduzem riscos operacionais, ganham eficiência e se posicionam melhor para um ambiente tributário mais transparente e automatizado”, diz Sgobbi.

Além da adaptação tecnológica, o Split Payment reforça a importância da inteligência tributária, com uso de dados em tempo real, automação de processos, modelagem de cenários e geração de relatórios que permitam às empresas entenderem os impactos do novo sistema sobre margens, preços e estrutura de custos.

“Ainda há tempo até 2027, mas o Split Payment é um caminho sem volta. As empresas que começarem agora a revisar seus processos, escolher parceiros tecnológicos e testar soluções estarão muito mais preparadas quando o modelo se tornar obrigatório”, conclui Zirnberger.

A expectativa é que, com a maturação do sistema, o Brasil avance para um ambiente tributário mais eficiente e transparente, desde que o setor privado acompanhe essa evolução no mesmo ritmo.

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